Sinopse: Crime e castigo é um daqueles romances universais que, concebidos no decorrer do romântico século XIX, abriram caminhos ao trágico realismo literário dos tempos modernos. Contando nele a soturna história de um assassino em busca de redenção e ressurreição espiritual, Dostoiévski chegou a explorar, como nenhum outro escritor de sua época, as mais diversas facetas da psicologia humana sujeita a abalos e distorções e, desse modo, criou uma obra de imenso valor artístico, merecidamente cultuada em todas as partes do mundo. O fascinante efeito que produz a leitura de Crime e castigo ― angústia, revolta e compaixão renovadas a cada página com um desenlace aliviador ― poderia ser comparado à catarse dos monumentais dramas gregos.¹
Autor: Fiódor Dostoiévski
Uma leve apresentação sobre o autor:
Fiódor Dostoiévski (1821-1881) foi um escritor russo autor de Os Irmãos Karamázov e Crime e Castigo, obras-primas da literatura universal. Seus romances abordam questões existenciais e temas ligados à humilhação, culpa, suicídio, loucura e estados patológicos do ser humano.²
Gênero: Ficção; Literatura Russa, Psicologia
Ano da primeira publicação: 1866
Nota: 1000
OpinionB: tenho esse livro há mais de 2 anos mofando na minha prateleira mas finalmente deixei de preguiça - o tamanho do livro meio que assusta um pouco - e finalmente resolvi lê-lo.
confesso que até a metade a leitura foi um pouco difícil. não que não fosse interessante, mas o livro pra mim começou a ficar bom mesmo do meio pro fim. aí eu já não conseguia mais ficar um dia sem ler.
é realmente interessante ver o que se passaria na mente de uma pessoa que matou alguém. e a sua justificativa não deixa de ser ainda mais sombria que o ato em si, já que Raskólnikov tem uma teoria de que um grupo seleto e pouco numeroso de pessoas são melhores que o resto da humanidade. aos últimos resta apenas a procriação, enquanto aos primeiros seriam eles os responsáveis por todo tipo de inovação. para esses humanos "especiais" as leis não valem, pois são tão extraordinários que eles se tornam a lei. ele exemplifica isso com Napoleão Bonaparte, pois não interessa as milhares de pessoas que ele matou, já que ele conquistou grande feitos.
foi publicado em 1866 por um russo, mas poderia muito bem ter sido publicado pela Alemanha nazista décadas depois. Impossível não traçar um paralelo entre a raça ariana do nazismo e as pessoas superiores de Raskólnikov.
mas o livro não é sobre essa teoria e sim mais precisamente - pelo menos ao meu ver - uma história de aviso. Raskólnikov não é o modelo a se seguir. talvez Dostoiévski estivesse nos alertando sobre o perigo de supervalorizar a ciência e esquecer que somos humanos, que temos sentimentos e emoções. embora ele obviamente aponta a religião como a solução, eu enxergo que a solução é termos algo em que acreditar, seja religioso ou não. ter fé não é apenas sobre religião, mas também sobre esperança. esperança de que as coisas vão melhorar, que a humanidade vai evoluir e ser cada vez mais harmoniosa.
enfim, ele livro me fez refletir muito - e creio que ainda vai me fazer refletir mais - e só por isso sua leitura já seria muito recomendada. mas além disso, a história é muito boa, o tempo todo nos deixa incertos sobre o que vai acontecer. também é impressionante observar como a culpa pode deteriorar - quase literalmente - um ser humano.
tenho certeza de que quem o ler não se arrependerá. enfim, boa leitura.³
______
Fontes:
- Crime e castigo | Amazon.com.br
- Biografia de Fiódor Dostoiévski - eBiografia
- Review publicada por mim no app Goodreads, em 07 nov. 2020

Nenhum comentário:
Postar um comentário